A dança na terceira idade: Muito mais alegria aos anos vividos

por Gigi em 22 de agosto de 2018
Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia e Doutora em Educação

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Não importa a idade, se possui limitações físicas ou psíquicas, a dança, com seus passos e movimentos, seguindo uma música, um ritmo, uma melodia, é capaz de transformar a pessoa. Esta atividade promove a integração e a socialização, bem como estimula, direta ou indiretamente, a mente, o corpo e a alma.

Uma forma de dançar foi reinventada. A Dança Sênior® teve início na Alemanha, em 1971, em um movimento liderado pela Sra. Ilse Tutt, coreógrafa e psicopedagoga social. Foi trazida para o Brasil pela Sra. Christel Weber, em 1978. A partir de 1982, no Ancionato Bethesda, a Dança Sênior® foi promovida e divulgada pela Sra. Regina Krause.

Com a adaptação da dança, tanto idosos e longevos quanto os mais novos, e ainda pessoas com limitações ou restrições, podem desfrutar dessa modalidade que é praticada em pé ou sentada, gerando a sensação do “poder fazer”. Estimulando, assim, a autoestima, ao tornar as pessoas ativas e participativas.

Quando praticada em pé, a Dança Sênior® prioriza e incentiva passos curtos, leves e um pouco mais lentos, possibilitando um aprendizado mais fácil. Os movimentos suaves contagiam. Com músicas folclóricas específicas, essa atividade é atraente. A música própria em ritmo alegre estimula cada um a movimentarem-se espontaneamente, inclusive aquelas pessoas que não têm experiência em dança.

A dança, por si, já é uma atividade descontraída. A Dança Sênior® vai além e utilizada aparelhos manuais como bastonete, bola, flores, lenço, corda, garrafa e outros mais, para enriquecer a coreografia.

A dança também é uma atividade socializante, pois propicia a vida em comunhão com as outras pessoas, ao integrar os participantes no convívio de um grupo. Na Dança Sênior® a roda é uma das figuras básicas, ao qual faz referência aos rituais e costumes pré-históricos da comunhão em torno do fogo (que aquece); além disso, na roda todos podem se olhar de forma igualitária. Do mesmo modo, há a possibilidade de trocar de pares, elemento típico da Dança Sênior®, favorecendo novos encontros e contatos. Com isso, ajuda a superar a retração, o isolamento e a solidão.

A dança é uma atividade saudável.

#dançar #qualqueridade

Os movimentos estimulam a motricidade, proporcionando melhora na coordenação, na postura corporal e maior segurança com o domínio da percepção do próprio corpo. A estimulação do sistema respiratório favorece a oxigenação, atuando na prevenção ou minimizando problemas cardiovasculares. A memorização dos passos, dos movimentos e os constantes ensaios das sequências coreográficas estimulam a cognição de modo geral, como a atenção, a concentração e a memória em si.

Você já dançou? Conte para a gente a sua experiência.

Você conhece a Dança Sênior®? Se ainda não, procure uma regional em seu estado, um grupo em sua cidade ou um dirigente para formar um grupo.

No post CORPO E DANÇA NA VELHICE trouxemos uma breve abordagem quanto a mudanças que a dança é capaz de produzir nas pessoas e  como estas práticas podem ser benéficas para a saúde.




Fotos por: gill_penney  e  Bengt Nyman

Fontes: Folheto informativo em comemoração aos 23 anos de Dança Sênior® no Brasil.

Hans Burger. Reflexões sobre a dinâmica social de figuras de dança. 1998.

Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia e Doutora em Educação

Idealizadora e Diretora da GeroVida – Arte, Educação e Vida Plena. Pedagoga, Mestre em Gerontologia, Doutora em Educação - UNICAMP. Professora, Pesquisadora e Terapeuta em Homeostase Quântica Informacional, Instituto Quantum.  Até junho de 2019 desempenhava o papel de professora do Programa de Mestrado de Gerontologia da Universidade Ibirapuera, UNIB, SP. Curso de Extensão em Psicogerontologia, PUC-SP. Curso de Estimulação Cognitiva com ênfase em memória para idosos, Pinus Longaeva, SP.

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Mestra em Gerontologia pela UNICAMP. Professora de Cursos Livres da empresa GeroVida. Voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer, sub-regional Campinas.



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