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Ação em equipe: como o fisioterapeuta pode ajudar dentro de uma equipe multidisciplinar

por Gigi em 16 de maio de 2019


Somos acostumados a enxergar praticamente tudo a nossa volta com divisões, diferenças, com objetivos e utilidades divergentes, até certo ponto talvez isso seja normal pela forma de como agimos no cotidiano e somos muitas vezes obrigados a depender de várias “peças” para encaixar e resolver nossos problemas. E assim, não é diferente dentro da área da saúde, pois se você está com fortes dores de cabeça logo pensa em procurar um médico neurologista, ou se tem dores no peito já lhe vem à mente agendar uma consulta com um cardiologista. Não é mesmo? Porém, muitas vezes somos encaminhados e aconselhados a procurar mais um profissional, outro médico, um nutricionista, fonoaudiólogo, educador físico, fisioterapeuta, entre outros. Para que assim o seu atendimento seja feito de uma maneira que englobe todas as reais necessidades que o seu quadro de saúde necessita.
Assim quando observamos a missão de vida dos fisioterapeutas com mais afinco, começamos a perceber o quanto ela complementa outras inúmeras profissões. Por exemplo, dentro de uma unidade de tratamento intensivo – UTI no hospital o fisioterapeuta faz diversas coisas que talvez o senso comum desconheça, as máquinas de ventilação mecânica para os pacientes que não conseguem respirar sozinhos naquela situação, são programadas por profissionais da fisioterapia. A tarefa de manter a higiene pulmonar destes mesmos pacientes que muitas vezes estão em estado de coma também é designada aos profissionais de fisioterapia. A reabilitação cardíaca após uma cirurgia também é demanda inicialmente do fisioterapeuta. Assim como outros tantos exemplos.



Veja também o Post: A importância dos exercícios físicos em relação a doenças sistêmicas.





Agora imagine, do que adiantaria o médico aplicar a melhor conduta e os melhores medicamentos, o nutricionista indicar a melhor dieta, o enfermeiro fazer os melhores curativos e mudanças de decúbitos se o paciente não puder respirar e manter os sinais vitais estáveis? Da mesma maneira o inverso aconteceria, não adianta o paciente respirar com sua capacidade máxima se o restante não estiver evoluindo.
Espero que tenham gostado e compreendido os exemplos acima de como o conjunto é muito mais forte do que o solo, de que sua saúde é interligada por diversos fatores e sistemas, por isso a importância máxima da multidisciplinariedade.



 


Imagem por: StevePb e Andreas160578




Sobre o Autor

Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

Graduado em Fisioterapia pela Universidade de Araraquara - UNIARA. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo - USP através do Programa de pós graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional (PPGRDF) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP. Diretor clínico do Instituto Trata - Joelho e Quadril na cidade de Ribeirão Preto - SP e Professor da pós-graduação  em Fisioterapia Ortopédica e Esportiva da Faculdade Inspirar do Instituto IPOG.

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