Atividades e rotina na velhice

por Gigi em 16 de novembro de 2017
Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia e Doutora em Educação

Com o advento da aposentadoria que pode culminar na redução de renda, pela percepção de acúmulo de alterações corporais e mudanças sociais e de convivência, muitas pessoas acreditam que ao chegarem à velhice são incapazes de continuar realizando inúmeras tarefas. É preciso dar um sentido à vida, considerando a nova fase e otimizando as habilidades existentes e compensando as que são necessárias para desempenhar o que se almeja. Desse modo, incentiva-se a autonomia na pessoa idosa, dando maior ênfase aos ganhos do que as perdas.

Ao longo de anos o corpo se adaptou e se acostumou a executar diversas tarefas diariamente, com horários demarcados e trabalhos a serem concretizados. Na nova fase da vida é fundamental criar rotina para continuar ativo, funcional e produtivo visando à qualidade de vida e a dignidade. As atividades a serem desempenhadas têm que despertar um significado e ter objetivos para agir.

Cabe aqui apenas indicar tarefas que poderão ser eleitas ou descartadas pela pessoa que deseja organizar uma rotina. As atividades seriam de: música; leitura; escrita; exercícios físicos; tarefas domésticas; higienização; autocuidado do corpo e da autoestima; horta; cuidar de animais de estimação; sair de casa mesmo que seja necessário que uma pessoa acompanhe; atuação nos bairros, comunidades e municípios com trabalhos voluntários ou remunerados; viagens e visitas a lugares novos e antigos; praticar a espiritualidade; caminhar; nadar; cozinhar; e muito mais.

Algumas dicas para criar e manter rotinas:

* Dormir e acordar em horários determinados, de acordo com as preferências;

* Montar um cronograma de tarefas diárias, semanais, mensais e até mesmo anuais. Ou seja, continuar planejando a vida;

* Fazer o que sempre gostou, mesmo que sejam necessárias adaptações e compensações;

* Introduzir atividades novas, aprender algo diferente.

Em cada momento, leve em consideração o bem-estar e a felicidade de praticar as tarefas elegidas.

Participe, deixe nos comentários as atividades que tem feito!




Referências:

Elizabete Viana de Freitas e Ligia Py. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Editora: Guanabara Koogan, 3 ed.

Foto por: Ashley Hiller




Saiba mais:

Corpo e dança na velhice

Programas de atividades físicas ao idoso: Porque o corpo não pode parar

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Mestra em Gerontologia pela UNICAMP. Professora de Cursos Livres da empresa GeroVida. Voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer, sub-regional Campinas.

Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia e Doutora em Educação

Idealizadora e Diretora da GeroVida – Arte, Educação e Vida Plena. Pedagoga, Mestre em Gerontologia, Doutora em Educação - UNICAMP. Professora, Pesquisadora e Terapeuta em Homeostase Quântica Informacional, Instituto Quantum.  Até junho de 2019 desempenhava o papel de professora do Programa de Mestrado de Gerontologia da Universidade Ibirapuera, UNIB, SP. Curso de Extensão em Psicogerontologia, PUC-SP. Curso de Estimulação Cognitiva com ênfase em memória para idosos, Pinus Longaeva, SP.



Artigos relacionados

Suicídio na Velhice

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) nenhum […]

Violência contra a pessoa idosa

Dia 15 de junho se comemora o Dia […]

Atividades cognitivas e artísticas para idosos com Alzheimer

O que é Alzheimer? A Doença de Alzheimer […]

A influência da música na amenização dos sintomas de Alzheimer em idosos

A música e seus elementos constitutivos (harmonia, melodia, […]

Gigi noticia



Pariticipe do nosso blog

Sugira um tema para a Gigi

Fique por dentro!

Inscreva-se para receber nossas newsletter e todas as novidades do Blog da Gigi.

Siga nossas redes sociais





© 2015 - 2022 Scaelife. Todos os direitos reservados.

Scaelife