Cuidador de Idosos: qualidade ou quantidade no cuidado?

por Gigi em 31 de janeiro de 2018
Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Profissionalmente, algumas pessoas optam em ser cuidadoras de idosos por quererem prestar um serviço com amor e dedicação; outras pela simples demanda que o mercado apresenta atualmente; ou ainda, por variados motivos que envolvem essa escolha. Há fatores que devem ser considerados, independente de suas razões. O cuidador de idosos formal precisa entender, estudar e se informar sobre a pessoa que será cuidada, para oferecer um serviço de qualidade com dignidade; para isso, é fundamental tratar quem será cuidado com muita sensibilidade, escuta, atenção e carinho.

O cuidador formal é aquele que recebe treinamento específico para a função e mantém vínculos profissionais para exercer a atividade de cuidar, mediante uma remuneração. São profissionais capacitados para o cuidado, contribuindo de forma significativa para a qualidade de vida do idoso.

Os pontos fundamentais nas atividades do cuidador de idosos são: apoio emocional na convivência social; auxílio nas rotinas de higiene pessoal, de ambiente e de alimentação; cuidados preventivos; alguns procedimentos de saúde e amparo na mobilidade.

Por isso, o cuidador formal deve apresentar habilidades e qualidades para exercer sua prática, ou seja, ter habilidades técnicas (conjunto de conhecimentos teóricos e práticos, adquiridos por meio da orientação de profissionais especializados); éticas e morais (atributos necessários para permitir relações de confiança, dignidade e respeito); emocionais (equilíbrio, tolerância, paciência, facilidade de relacionamento humano, capacidade de compreender os momentos difíceis) e físicas e intelectuais (ter força e energia, condição essencial nas situações em que houver necessidade de carregar o idoso ou lhe dar apoio, bem como ser capaz de avaliar e administrar situações que envolvem ações e tomada de decisões).

Sendo assim, o cuidador formal precisa ter uma visão holística do idoso para englobar as vertentes relacionais, afetivas, éticas, socioculturais, técnicas e terapêuticas. Deve aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação profissional e acrescentar o amor, o respeito e a dignidade.

Saber as tarefas que lhe competem e as desenvolver nas horas certas não faz da pessoa um profissional ideal para cuidar de idosos. Com isso, ainda na formação, é necessário, transpor a formação tecnicista. A falta de capacitação, de conhecimento e de prática do profissional que presta cuidados ao idoso pode gerar insegurança, desorganização, irritação e falta de humanismo. Desse modo, essa profissão porta desafios bastante delicados. O relacionamento entre o idoso e o seu cuidador implica até mesmo em uma intervenção terapêutica que pode ser tanto benéfica quanto iatrogênica tendo ressonâncias na vida de ambos. Portanto, é crucial que o cuidador vá além da capacidade para o trabalho que irá exercer.

O que você achou sobre o tema? Você ou alguém que você conhece já se deparou com qual tipo de cuidador de idosos?




Referências:

SILVA, L.S.; MACHADO, F.C.A; FERREIRA, M.A.F.; RODRIGUES, M.P. Formação profissional de cuidador de idosos atuantes em instituições de longa permanência. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015.

FERREIRA, P. N. Centro de Dia e Lar: Saúde mental de idosos e capacidade para o trabalho dos seus cuidadores formais. Universidade de Aveiro. Departamento de Educação, 2015.

Foto por: Prefeitura de Belo Horizonte




Saiba mais:

Sobrecarga do cuidador: Como cuidar bem?

Wolverine: O super cuidador?

Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia

Idealizadora e Diretora da GeroVida – Arte, Educação e Vida Plena. Pedagoga, Mestre em Gerontologia, Doutora em Educação - UNICAMP. Professora, Pesquisadora e Terapeuta em Homeostase Quântica Informacional, Instituto Quantum.  Até junho de 2019 desempenhava o papel de professora do Programa de Mestrado de Gerontologia da Universidade Ibirapuera, UNIB, SP. Curso de Extensão em Psicogerontologia, PUC-SP. Curso de Estimulação Cognitiva com ênfase em memória para idosos, Pinus Longaeva, SP.

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Mestra em Gerontologia pela UNICAMP. Professora de Cursos Livres da empresa GeroVida. Voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer, sub-regional Campinas.



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