Desgaste Articular: O tempo não para

por Gigi em 26 de abril de 2018
Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

Quantas e quantas vezes ouvimos alguém dizer que tem dor ou que não faz mais suas  atividades do dia a dia pelo fato de ter desgaste. Os lugares mais comuns são o joelho, quadril, coluna podendo acometer outros lugares do corpo. Esse desgaste é comumente chamado de osteoartrose que significa “osteo” – osso , “art” – articulação ou junta e por fim o sufixo “ose” – processo degenerativo, ou seja é o tempo passando e agindo no nosso corpo, isso é normal, todos nós envelhecemos e temos o “desgaste”, podemos chamar isso de efeito do tempo.

Em diversos momentos profissionais da saúde indicam para aquelas pessoas com osteoartrose que evitem exercícios e movimentos com alta demanda de impacto, pois isso pode acelerar o processo de degradação principalmente da cartilagem articular. Porém muitas vezes os fatos secundários a artrose que são os maiores vilões, são eles: diminuição de mobilidade, rigidez matinal, perda de massa muscular e diminuição de flexibilidade.

Quando melhores todos os fatores que envolvem essa condição, o prognóstico é muito melhor e o mais espantoso é que o impacto quando bem aplicado e de maneira moderada poderá fortalecer os ossos e também ajudar de modo geral, deixar de fazer tudo e ficar sedentário só ajudará a propagar os possíveis incômodos. Sendo que infelizmente a cartilagem degradada não se regenera e até hoje cientificamente nenhum fármaco comprovou que tenha conseguido essa regeneração

Lembrando também que não estamos fadados aos laudos dos exames de imagem, claro que eles podem auxiliar em muitos momentos, mas temos que pensar que somos mais que um pedaço de papel dizendo o que temos e o que não temos, leve em consideração os seus sinais e sintomas, considere também o fator alimentação, qualidade do sono, nível de atividade física entre outros como ansiedade e estresse.

O mais importante é saber que o desgaste vem para todos nós e que nem por isso devemos ter dor ou mais ainda, pararmos totalmente com atividades físicas. A bicicleta, hidroterapia e hidroginástica, caminhadas regulares, fortalecimento muscular direcionado junto com o acompanhamento de um excelente profissional pode mudar totalmente a situação, inclusive evitando o cenário da necessidade de colocação de próteses.

As cirurgias para substituição de componentes articulares tem risco como todas as outras e deve ser pensada apenas após uma tentativa de tratamento conservador.Se mantenha ativo, profissionais capacitados e trabalhando juntos podem evitar que o “desgaste” seja reflexo de uma diminuição da sua qualidade de vida.

Até a próxima!




Foto por: Seattle Parks

Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

Graduado em Fisioterapia pela Universidade de Araraquara - UNIARA. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo - USP através do Programa de pós graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional (PPGRDF) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP. Diretor clínico do Instituto Trata - Joelho e Quadril na cidade de Ribeirão Preto - SP e Professor da pós-graduação  em Fisioterapia Ortopédica e Esportiva da Faculdade Inspirar do Instituto IPOG.



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