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Higiene Oral do idoso

por Gigi em 28 de outubro de 2016

Existem milhares de tipos de microrganismos presentes naturalmente na boca com os quais vivemos em equilíbrio, porém qualquer fator que rompa esse equilíbrio pode causar problemas. Podemos citar como exemplo a principal bactéria responsável pela cárie, que está presente normalmente na boca em níveis normais, o que não causa problemas. Mas quando há um acúmulo de resíduos de alimentos e placa nos dentes durante longos períodos de tempo, elas se multiplicam rompendo esse equilíbrio e causando a cárie. Outro exemplo é a infecção por fungos, como a Candidíase, ela está na maioria das vezes presente na boca e pele, mas em casos de próteses mal adaptadas ou que não estejam sendo limpas de maneira correta podem ocasionar a multiplicação excessiva desse fungo provocando a irritação dos tecidos da boca.

Assim uma higiene oral eficiente é fundamental para a manutenção da saúde bucal, ou seja, fio dental, escova, creme dental, e outros métodos de limpeza usados de maneira correta e frequente, ao longo do tempo, são determinantes para prevenir doenças como a cárie e a inflamação e infecção gengival.

Com o avanço da idade diversos fatores locais e sistêmicos influenciam na manutenção da saúde oral, portanto com o passar dos anos as técnicas de escovação e os produtos usados também devem acompanhar essa evolução. Desta maneira, uma técnica de escovação e pasta de dente que proporcionavam uma limpeza oral eficiente na juventude ou meia idade, podem ser inadequadas para os idosos. Além disso, ocorre desgaste natural dos dentes, retrações da gengiva expondo parte das raízes e a diminuição do fluxo salivar (como citado anteriormente em outro texto), o que torna algumas áreas mais susceptíveis ao acúmulo de resíduos e consequentemente dificuldade maior na limpeza. Também há uma diminuição da eficiência motora e acuidade visual, tornando procedimentos simples como escovação e uso de fio dental muito difíceis.

Pessoas com mais idade devem buscar técnicas de escovação e produtos que correspondam às suas necessidades, ou seja, indivíduos que apresentam dificuldades motoras nas mãos podem fazer o uso de escovas elétricas, e aqueles que fazem uso de próteses ou tenham grandes desgastes e retrações de gengiva, podem usar escovas interdentais e passadores de fio dental.

O acompanhamento profissional em idosos deve ser mais constante, principalmente para realizar tratamentos preventivos como limpezas e substituição de próteses desgastadas.

Participe também, deixe sua opinião, sugestão e críticas.

Até a próxima.




Referência:

Foto por: Caspar Diederik



Sobre o Autor

Daniel Bellenzani Mathias

Cirurgião Dentista (CROSP: 93601)

Graduado em Odontologia pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNESP - Campus de Araraquara. Especialista em Implantodontia pela APCD Araraquara/SP.  Atua em Consultório Particular desde 2008.

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