O detalhe escondido nos pequenos movimentos, às vezes o menos é muito mais!

por Gigi em 8 de junho de 2017
Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

 

Dentro dos lares de repouso observamos diversas atividades sendo proporcionadas aos idosos, tais tarefas envolvem desde rodas musicais, crochê, jogos de raciocínio entre outras, escolhidas principalmente conforme a capacidade cognitiva de cada um.

É possível pensar em vários aspectos sendo desenvolvidos quando há adesão dos idosos para tais atividades, porém quando analisamos o lado cinético funcional, ou seja, o movimento em si, tarefas que necessitam de um movimento motor fino geram um grande benefício. Por exemplo, quando temos que pegar uma peça de xadrez ou dama e reposiciona- la no tabuleiro, é exigido do nosso sistema motor um movimento refinado, que por sua vez depende de um conjunto de ativações musculares e posicionamento das articulações adjacentes para acontecer. Assim então é estimulado um controle motor de tronco, ombro, cotovelo, punho e mão numa simples partida de tabuleiro. E isso pode ser modificado alterando o nível de dificuldade, adicionando por exemplo, objetivos lúdicos dentro do jogo. Então quando aplicamos criatividade, simples movimentos que para pessoas mais jovens parecem tão fáceis, podem ajudar o idoso de forma considerável. Melhorando a estabilidade corporal, equilíbrio e força, o que permite que ele seja mais funcional nas tarefas do dia-a-dia e consequentemente mais independente.

Muitas vezes programas mirabolantes com muitos obstáculos e percursos longos não são a única solução para a reabilitação geriátrica, claro que depende da capacidade de cada um como já foi citado acima, mas os movimentos finos não podem ser esquecidos.

Por fim é necessário que a concepção de movimentos finos não sejam confundidos com movimentos pequenos, alcançar algo numa prateleira mais alta não deixa de ser um movimento global para resultar movimento final refinado. Espero que tenham gostado, comentem, curtam e compartilhe.

Deixem suas dúvidas e sugestões! Abraço e até a próxima




Fonte: Associação Japonesa de Santos (AJS)

Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

Graduado em Fisioterapia pela Universidade de Araraquara - UNIARA. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo - USP através do Programa de pós graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional (PPGRDF) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP. Diretor clínico do Instituto Trata - Joelho e Quadril na cidade de Ribeirão Preto - SP e Professor da pós-graduação  em Fisioterapia Ortopédica e Esportiva da Faculdade Inspirar do Instituto IPOG.



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