Os idosos são capazes de aprender?

por Gigi em 9 de maio de 2017
Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Muitas pessoas acreditam que os idosos não conseguem mais aprender algo novo. Qual sua opinião sobre isto? Infelizmente, isto é uma crença errônea. Os idosos conseguem e devem obter novos aprendizados.

O ser humano aprende desde o nascimento até a morte; desse modo, a pessoa é constantemente educada e estimulada. Os idosos, diante das vivências de cada etapa da vida, acumularam conhecimento e experiência, por isso, predispõem de um condicionamento natural e de aprendizagens anteriormente adquiridas; porém esse acúmulo não se esgota.

Estudar algo novo, além de estimular as funções cognitivas pode, direta ou indiretamente, promover relações sociais. Ao estudar e aprender algo diferente, o idoso amplia e reformula o pensamento, além de redimensionar e redirecionar fatos e ações. Sendo assim, a educação é um dos meios para vencer os desafios impostos pela idade e pela sociedade, propiciando aprendizado de novos conhecimentos e oportunidades.

Estratégias persistentes e bem postas podem provocar novas convicções e mudanças. A problematização do cotidiano e dos estereótipos que permeiam o idoso, bem como a relação sobre si e o outro, podem conceder novas oportunidades para mudar. Ressalta-se que o intuito da aprendizagem é a liberdade; ao conseguir libertar dos preconceitos e reconquistar a autonomia para escolher e para questionar e para julgar ideias impostas.

As metodologias utilizadas determinam o sucesso ou fracasso de uma atividade, bem como o desempenho intelectual do idoso. A metodologia de ensino deve privilegiar o idoso como protagonista de seu próprio aprendizado, numa relação participativa entre professor e aluno. Sob essa perspectiva, sugere-se a pedagogia participativa problematizadora como arcabouço teórico para facilitar o aprendizado dos alunos-idosos. Durante o processo educacional, deve-se encorajar uma apropriação ativa e crítica, em vez do acúmulo estático de conhecimento por parte dos idosos. Os conteúdos discutidos precisam ter significado e relevância.

A fruição, o gosto por aprender, a realização de sonhos e projetos de vida adiados, a necessidade de se sentir vivo, ativo, atualizado e inserido na sua comunidade fazem com que as pessoas idosas procurem sempre aprender algo. Esse aluno de escolher as atividades que melhor se adéquam aos seus objetivos. Deve poder buscar seu crescimento pessoal e coletivo. Os novos conhecimentos precisam ter um valor prático e relevante para a vida do aluno idoso.

Lembre-se de que sempre é tempo de começar e aprender algo novo!

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Até breve!




Foto:Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário

Referências:

Both, Agostinho; Pasqualotti, Adriano e Both, Tatiana L. Gerontogogia, Longevidade e Educação: fundamentos, práticas e processos. In: Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap.151, pp.1641-1653, 2011.

Cachioni, Meire; Ordonez, Tiago N.; Batistoni, Samila S. T. e Lima-Silva, Thaís B. Metodologias e Estratégias Pedagógicas utilizadas por Educadores de uma Universidade Aberta à Terceira Idade. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 1, p. 81-103, jan./mar. 2015.

Santos, A. e Sá, M. A. A. S. De volta às aulas: ensino e aprendizagem na terceira idade. In: Neri, A.L. e Freire, S. A. E por falar em boa velhice. Campinas, SP: Papirus, pp.91-100, 2000.

Wanda Patrocinio

Mestre em Gerontologia

Idealizadora e Diretora da GeroVida – Arte, Educação e Vida Plena. Pedagoga, Mestre em Gerontologia, Doutora em Educação - UNICAMP. Professora, Pesquisadora e Terapeuta em Homeostase Quântica Informacional, Instituto Quantum.  Até junho de 2019 desempenhava o papel de professora do Programa de Mestrado de Gerontologia da Universidade Ibirapuera, UNIB, SP. Curso de Extensão em Psicogerontologia, PUC-SP. Curso de Estimulação Cognitiva com ênfase em memória para idosos, Pinus Longaeva, SP.

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Mestra em Gerontologia pela UNICAMP. Professora de Cursos Livres da empresa GeroVida. Voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer, sub-regional Campinas.



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