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Por que as quedas podem ser mais graves em idosos

por Gigi em 20 de junho de 2019


Qualquer tipo de queda, mesmo as da altura do próprio corpo podem trazer riscos. Quando isso acontece com um idoso existem variáveis que são mais relevantes e podem causar consequências mais sérias.



Um dos fatores é a conhecida a osteoporose,    que é o processo que leva a diminuição da densidade óssea, ou seja, os ossos ficam mais frágeis. Sendo assim uma queda que para um jovem poderia gerar um entorse no tornozelo, ou joelho, até mesmo um simples hematoma, para um idoso poderia ser muito mais grave.



A senilidade é a condição de envelhecimento fisiológica do ser humano, não necessariamente esse evento está ligado a doenças, porém é inevitável a diminuição do metabolismo e função dos sistemas do corpo humano. Então quando um idoso sofre uma queda a chance de complicações acontecerem é muito grande, principalmente na presença de fraturas ósseas como as do fêmur. Fraturas que necessitavam de intervenção cirúrgica tornam-se inviáveis devido a outras doenças que infelizmente são comuns, como as de ordem cardiovascular.



Assim, o tratamento passa a ser conservador e acaba deixando o paciente acamado e com uma série de deletérios em função disso, levando a ocasiões até mesmo de depressão. Por isso existem muitas campanhas de conscientização para prevenção de queda em idosos, já que alguns estudos apontam que principalmente após os 75 anos o índice de quedas aumenta drasticamente.



Existem muitas maneiras de diminuir as quedas, desde agir diretamente na residência com tapetes antiderrapantes, corrimão para apoio em corredores, escadas e banheiro, boa iluminação entre outras. Manter os idosos ativos fisicamente e praticando exercícios para o corpo e mente também são fatores fundamentais.



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É importante salientar que caso você esteja próximo a uma situação de queda de um idoso, não é aconselhável mover o idoso, principalmente na presença de dor intensa, o melhor a ser feito é tentar tranquiliza-lo e entrar em contato com uma ambulância, já que em casos de fraturas ao tentar mover o idoso podem haver lesões secundárias de artérias e vasos o que pode gerar uma complicação fatal.



Imagem por: Pixabay




Sobre o Autor

Ramon de Oliveira Scatolin

Fisioterapeuta (CREFITO: 214759-F)

Graduado em Fisioterapia pela Universidade de Araraquara - UNIARA. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo - USP através do Programa de pós graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional (PPGRDF) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP. Diretor clínico do Instituto Trata - Joelho e Quadril na cidade de Ribeirão Preto - SP e Professor da pós-graduação  em Fisioterapia Ortopédica e Esportiva da Faculdade Inspirar do Instituto IPOG.

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