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Programas de atividades físicas ao idoso: Porque o corpo não pode parar…

por Gigi em 6 de abril de 2017

Seguindo solicitação de uma leitora do Blog da Gigi, este mês trataremos sobre exercício físico para idosos. Muitas pessoas acham que os idosos não podem praticar exercício físico, ou pela sua condição física ou simplesmente por acreditarem que não conseguem executar os movimentos. No entanto, ao contrário da visão destas pessoas, com avaliação, orientação e acompanhamento profissional adequado, todos podem e precisam fazer exercícios físicos regularmente.


Os programas de atividades físicas, para além da melhora no corpo, na postura, na aptidão, na mobilidade, na flexibilidade e nas habilidades motoras, relacionam-se ao aumento da qualidade de vida da pessoa que pratica o exercício físico, bem como nas funções cognitivas, sociais e afetivas (Okuma, 1998).


Em geral, os modelos de programas de atividades físicas para os idosos adaptam os exercícios conforme a necessidade de cada pessoa ou grupo etário; utilizando de estratégias de intervenção específicas. Desse modo, a prescrição de exercícios deve ser direcionada conforme a capacidade funcional e suas necessidades (Okuma, 1998; Tribess; Virtuoso, 2005).


O exercício físico é uma atividade física planejada, sistemática e voltada à manutenção ou à promoção do condicionamento físico (Neri, 2014). Para a prescrição de exercícios sistematizada e individualizada são consideradas a modalidade apropriada, a intensidade, a duração, a frequência e a progressão da atividade física (Virtuoso, 2005).


De acordo com Tribess e Virtuoso Jr. (2005), há consenso científico para o treinamento da capacidade cardiorrespiratória, na qual a melhor opção são os exercícios dinâmicos, de predominância aeróbia. Tais exercícios devem privilegiar os grandes grupamentos musculares, como, por exemplo, caminhar, pedalar parado, dançar, nadar, ginástica e hidroginástica. Os exercícios devem ser minimamente realizados três vezes por semana, podendo ser intercalado com exercícios de força (Tribess; Virtuoso Jr., 2005).


Por sua vez, o treinamento de força deve ser realizado pelo menos duas vezes por semana, com um mínimo de 48 horas de repouso entre as sessões para a recuperação da musculatura; é recomendado realizar um conjunto de 8 a 10 exercícios e a duração das sessões não deve ultrapassar 60 minutos (Tribess; Virtuoso Jr., 2005).


Em treinamentos de flexibilidade materiais como colchonetes, almofadas, faixas e bancos podem ser utilizados para facilitar as posturas e execuções dos movimentos. Os exercícios devem ser trabalhados com uma frequência mínima de três vezes por semana, podendo ser realizados diariamente. A sessão deve variar de 15 a 30 minutos. Os movimentos devem ser lentos, seguidos de alongamento estático durante 10 a 30 segundos, com 3 a 5 repetições cada exercício. A amplitude do movimento articular deve ser confortável, sem causar dor (Tribess; Virtuoso Jr, 2005).


Por fim, os exercícios para desenvolver o equilíbrio devem ser executados no início, para que as pessoas possam estar descansadas, propiciando uma melhor performance. Os exercícios devem ter duração de 10 a 30 segundos com 2 a 3 repetições para cada posição (Tribess; Virtuoso Jr., 2005).


Novamente, ressalta-se que o exercício físico pode ser realizado por todas as pessoas e em qualquer idade, considerando que faça uma consulta e seja acompanhada por um profissional capacitado para atender o público, no caso os idosos, antes mesmo de começar a praticar qualquer exercício físico.


Deixe seu comentário ou sugestão.


Até a próxima!







Foto: Prefeitura de Belo Horizonte

Referências:

NERI, Anita L. Atividade física. Palavras-chave em Gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, ed.4, 2014, pp.33.

OKUMA, Silene S. O idoso e a atividade física: fundamentos e pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 1998.

TRIBESS, Sheilla; VIRTUOSO, Jair S. Prescrição de exercícios físicos para idosos. Rev. Saúde Com, v.1, n. 2, 2005, pp.163-172.



Sobre o Autor

Wanda Patrocinio

Gerontóloga

Idealizadora e Diretora da GeroVida – Arte, Educação e Vida Plena. Pedagoga, Mestre em Gerontologia, Doutora em Educação - UNICAMP. Professora, Pesquisadora e Terapeuta em Homeostase Quântica Informacional, Instituto Quantum.  Até junho de 2019 desempenhava o papel de professora do Programa de Mestrado de Gerontologia da Universidade Ibirapuera, UNIB, SP. Curso de Extensão em Psicogerontologia, PUC-SP. Curso de Estimulação Cognitiva com ênfase em memória para idosos, Pinus Longaeva, SP.

Roberta dos Santos Tarallo

Gerontóloga

Mestra em Gerontologia pela UNICAMP. Professora de Cursos Livres da empresa GeroVida. Voluntária da Associação Brasileira de Alzheimer, sub-regional Campinas.

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