Usamos cookies para melhorar sua experiência no nosso site, acesse nossa Política de Privacidade e saiba mais. Ao usar o nosso site, você concorda com nossa política.

Aceitar Rejeitar

Saiba quais cuidados devemos ter com a pele dos idosos

por Gigi em 16 de setembro de 2016

Estudos e pesquisas apontam um grande crescimento da população idosa no Brasil. Garantir uma velhice saudável depende de alguns fatores, entre eles o cuidado com a pele.

A pele é formada por três camadas que são a epiderme (camada externa), derme (camada intermediária) e a hipoderme (camada interna). Todas são importantes para o corpo e cada uma tem características e funções diferentes.

Considerada o maior órgão do corpo humano e indispensável à vida, é responsável pela proteção, manutenção do equilíbrio da água e dos sais, regulação da temperatura, síntese e metabolização da vitamina D, sensibilidade e percepção.

O envelhecimento é um processo natural e inevitável para todos e nesse processo a pele sofre algumas alterações como a perda progressiva das características estruturais e funcionais, apresentando sinais clássicos do envelhecimento da pele como: afinamento, fragilidade, aparecimento de linhas de expressão, rugas, queratose (lesão vermelha e escamosa) e xerose (desidratação). Estas mudanças levam à pessoa a ter uma pele frágil, podendo ser acometida com mais facilidade por lesões, doenças dermatológicas e infecções oportunistas.

Outros fatores que podem alterar as características da pele são: idade, hidratação, exposição aos raios solares, tensoativos (sabão), nutrição, tabagismo e medicamentos.

Como a pele do idoso apresenta menor hidratação, sendo mais vulnerável ao aparecimento das lesões, devido à diminuição na defesa. Exemplo do risco da pele seca para o acometimento de lesões é a prevalência aumentada de lesões por fricção, ainda mais com associação de doenças como o diabetes.

Um dos fatores mais importante é a manutenção da hidratação da pele. Os cremes e loções hidratantes vêm para ajudar a hidratar e manter a pele sadia, contribuindo também para uma sensação de bem-estar, pois a pele seca pode coçar ou descamar.

Para determinar qual o melhor tipo de hidratante e o produto mais indicado para cada caso, recomendo a avaliação de um especialista.

Na pele idosa é proibido o uso de qualquer produto que contenha álcool. O álcool diminui a umidade da pele, propiciando rachaduras e outros problemas. Também é proibido o uso de talco, pós ou amido de milho, sendo que o talco absorve a pouca oleosidade natural da pele idosa e o amido de milho por sua vez, forma um “meio de cultura”, facilitando a ocorrência de infecções.

Dicas:


  • Banho: devem ser rápidos, temperatura morna ou fria e com sabonete neutro ou infantil;

  • Sabonete: optar por sabonetes neutro ou infantil, sem desengordurantes (exceto se a pele for oleosa), e não exagerar no uso do produto;

  • Esponja de banho: além de contribuírem para a remoção da barreira natural da pele, as esponjas podem machucar peles mais velhas, que são mais finas e delicadas, então a orientação é evitá-las;

  • Hidratante: o melhor momento para passá-lo é logo após o banho, quando os poros ainda estão dilatados e o produto é melhor absorvido. A aplicação de cremes, emolientes e loções ajudam a reter a água na pele que, por sua vez, aumenta a umidade da camada mais superficial da pele e, consequentemente, aumenta a sua proteção, podendo passar duas vezes ao dia em pessoas com a pele mais delicada.


A indicação correta do hidratante e a ingestão de líquidos são essenciais para o bom funcionamento e para uma aparência saudável da pele. De modo geral, os hidratantes são classificados de acordo com o mecanismo de ação de seus componentes.

Enfim, o equilíbrio hídrico (água) é essencial para o bom funcionamento e para uma aparência saudável da pele. A perda da água por evaporação diminui quando a umidade relativa do ar é baixa, e a aplicação de emolientes na pele substitui a função de barreira decorrente da perda de sebo, sendo então um recurso importante para o restabelecimento da hidratação cutânea.

E aí, vamos hidratar?

Participe também, deixe sua opinião, sugestão e críticas.

Até a próxima.




Referências:

YAMADA, B.F.A. Pele – o manto protetor: higiene e hidratação. Andreoli, 2015, São Paulo, 288p.

DOMANSKY, R.C; BORGES, E.L e organizadores. Manual para prevenção de lesões de pele: recomendações baseadas em evidências. Cap 2: A pele em diferentes etapas da vida. 2 ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2014, 318 p.

Foto por: Myfuture.com


 



Sobre o Autor

Rita Cassia Ismail

Enfermeira (COREN: 0148972)

Graduada pela Fundação Educacional de Fernandópolis - SP, Educadora em Diabetes, qualificada pelo Projeto Educando Educadores em 2008, Especialista em "Unidade Cardiológica e Hemodinâmica" pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - FAMERP em 2010 e, "Ativação de Processos de Mudança na Formação Superior de Profissionais de Saúde" pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca - ENSP - FIOCRUZ em 2010, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP/ SP em 2015 e atualmente Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Paulo - Unimed Araraquara

Tags:



Leia mais: