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A AVALIAÇÃO FUNCIONAL DO IDOSO NA ILPI – UMA VISÃO INTERDISCIPLINAR

por Gigi em 31 de outubro de 2019


A capacidade funcional do idoso é amplamente abordada em estudos, artigos e pesquisas, principalmente por estar fortemente relacionada com outros aspectos da vida e saúde do idoso. Geralmente são os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que mais se envolvem com a avaliação da funcionalidade, visto que suas condutas terapêuticas mantêm e melhoram a habilidade do cliente realizar suas funções da melhor forma possível.



Para discutir o tema “capacidade funcional do idoso”, vamos começar com duas perguntas: “Qual a importância da avaliação de capacidade funcional do idoso para as outras especialidades da equipe interdisciplinar?” e “Qual a relevância da avaliação funcional do idoso dentro da ILPI”. Durante esse texto, responderemos à essas duas perguntas de forma interligada, e ao terminarmos, você com certeza irá implantar, de forma efetiva, a avaliação de capacidade funcional na instituição onde você trabalha.



A funcionalidade está diretamente relacionada à sobrevida, longevidade, índice de quedas, qualidade de vida, estado nutricional, estado de saúde física e estado de saúde mental. Se considerarmos que boa parte dos idosos que institucionaliza apresenta déficit na capacidade de realizar ao menos uma atividade de vida diária (AVD), e uma parcela ainda maior desenvolve esse déficit, ou um ainda maior durante a internação, vemos a importância de acompanhar de perto e periodicamente a capacidade funcional do cliente.



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É comum pensarmos que é a perda funcional que leva a alterações secundárias, mas o inverso pode ser verdade, por exemplo: uma patologia psíquica, mal estado nutricional, síndrome pós-queda etc. podem levar a perdas funcionais. Assim vimos que a capacidade funcional também está ligada à área de outros profissionais da equipe interdisciplinar (psicólogos, médicos, nutricionistas, odontólogos, etc.) e não apenas ao fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, portanto, pensar na funcionalidade torna-se fundamental para uma boa assistência prestada por todos os profissionais.



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Para facilitar a comunicação de todos os membros da equipe e favorecer uma ação efetiva e integrada, uma avaliação bem-feita é a melhor ferramenta. Devemos lembrar que essa avaliação deve ser realizada pelo profissional mais apto à essa função, a fim de obtermos resultados fidedignos. Além disso, temos diversos testes, avaliações e classificações de capacidade funcional, então escolher o mais adequado a realidade do cliente exige um conhecimento prévio das ferramentas avaliativas. Alguns exemplos:



  • Teste de Lawton (avalia atividades instrumentais de vida diária);
  • Escala de Katz (avalia atividades básicas de vida diária);
  • Questionário de PFEFFER (avalia a funcionalidade de indivíduos com perdas cognitivas)
  • Índice de Barthel (Avalia independência funcional e mobilidade)
  • Medida de Independência Funcional (avalia incapacidade funcional)
  • Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (Classifica em diferentes componentes e seu qualificadores)


É importante salientar que devido ao aumento da longevidade, muitos dos clientes da ILPI passam muitos anos internados, então as avaliações devem ser repetidas com certa periodicidade. Dessa forma, a avaliação nos dá informações que permitem, além de acompanhar o estado funcional, nortear condutas e estratégias preventivas e reparatórias, por parte de toda a equipe envolvida no cuidado ao idoso institucionalizado.



Temos que ter em mente que um idoso funcional necessita de menos assistência da enfermagem, vive mais e melhor, tem um melhor estado de saúde e passa mais tempo sob nossos cuidados. Além dos benefícios assistenciais, temos também os benefícios financeiros e administrativos, por isso a equipe administrativa deve estimular, implantar e supervisionar a avaliação da capacidade funcional.



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Pudemos ver que ao utilizarmos a avaliação da capacidade funcional para guiar a ação de toda a equipe interdisciplinar, oferecemos ao cliente institucionalizado uma assistência humanizada, que afinal, é o objetivo de toda instituição de longa permanência .



E aí, já está planejando como será sua atuação a partir de hoje baseando-se na capacidade funcional do idoso?






Imagem por:  Pixabay from Pexels




Sobre o Autor

Naira Salles de Moraes

Fisioterapeuta e Especialista em Gerontologia

Fisioterapeuta pela Universidade de Mogi das Cruzes , cursou especialização em fisioterapia em gerontologia pelo HCFUSP. Docente pela FMU-Laureate. Membro do corpo docente da Physiocursos -FABIC. Fisioterapeuta domiciliar e na ILPI Solar das Mercedes. Experiência de mais de 16 anos com atenção ao público idoso.

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