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A difícil decisão de colocar o Idoso com Alzheimer em uma ILPI

por Gigi em 12 de novembro de 2020


Essa semana faleceu a cantora Vanusa, que estava em uma casa de repouso em Santos litoral paulista, sua morte despertou a vontade de falar sobre a institucionalização da pessoa idosa, principalmente o idoso com Alzheimer. 



No Brasil ainda existe muito preconceito sobre institucionalizar o idoso, principalmente aqueles que têm algum tipo de demência. O sentimento de culpa e a sensação de abandono, bem como o medo de ser julgado pelas pessoas próximas faz com que, os familiares adiem ou mesmo desistam da institucionalização. 



O que é o Alzheimer?



A Doença de Alzheimer é a mais conhecida entre as demências e também a mais comum patologia mental da terceira idade e é erroneamente conhecida pela população como caduquice. É uma doença degenerativa do cérebro, cujas células se deterioram de forma lenta e progressiva, provocando uma atrofia cerebral. A doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alois Alzheimer ao fazer uma autópsia.



A doença afeta a memória e o funcionamento cerebral de um modo geral, por ser uma doença progressiva chega à um estágio onde o idoso necessariamente vai precisar de cuidados integrais de terceiros.



Por ser uma doença ainda pouco debatida no senso comum, as famílias enfrentam a difícil decisão de procurar uma instituição de longa permanência para idosos, onde seu ente querido terá atenção integral. A falta de conhecimento somadas ao preconceito em colocar um membro da família em uma instituição acabam por retardar a ida desse idoso, o que permite o adoecimento gradativo no seio familiar.



Leia mais: Atividades Cognitivas e artisticas para idosos com Alzheimer



O papel da ILPI



Como enfermeiro responsável de uma ILPI, acompanho de perto todo o processo do doente de Alzheimer, a difícil e inquieta decisão institucionalizar o idoso em uma casa de repouso, todos os enfrentamentos familiares, a progressão da doença e o Luto. 



Por vezes a decisão, ao vir tarde demais, acarretará numa família adoecida e num idoso já debilitado. A intenção das ILPIs é dar todo conforto para que esse ente querido tenha qualidade de vida e possa viver de maneira mais saudável possível, longe de estresses e de complicações que o seio familiar (por não estar preparado) pode trazer. 



Estima-se que um idoso com Alzheimer   vai necessitar de 400 horas de cuidados integrais e somente uma instituição com profissionais capacitados, poderá dar todo esse aparato e qualidade de vida que esse ente precisa, bem como trabalhar terapias multidisciplinares para prevenção e manutenção do quadro clínico desse idoso.



Como profissional enfermeiro sempre aconselho meus clientes a tomar a decisão o mais precoce possível, orientando sobre os efeitos benéficos que um acompanhamento multiprofissional, cuidados integrais e profilaxia podem trazer. Somente assim o idoso terá qualidade de vida, harmonia, e conforto necessários para uma vida saudável, com dignidade e humanização.



“Terceirizar” o cuidado não é abandono, somente mais uma forma de amar. 






Imagem por: Freepik



Referências:



http://www.ghente.org



http://www.ministériodasude.gov.br



http://www.einsten.br



Doença de Alzheimer: guia do cuidador. Dr.Norton Sayeg. Ed. Câmara brasileira do livro.




Sobre o Autor

Eduardo Maia

Enfermeiro Coren/SP: 513.918

Bacharel em enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Sorocaba, Pós em Urgência e emergência/ UTI adulto e docência do ensino superior. Vivência na assistência em urgência e emergência por 10 anos. Há 3 anos é Responsável Técnico de enfermagem e Gestor no Residencial Sênior Maria Luíza em Ibiúna-SP e Docente no curso de tecnico de enfermagem há 5 anos.

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