Usamos cookies para melhorar sua experiência no nosso site, acesse nossa Política de Privacidade e saiba mais. Ao usar o nosso site, você concorda com nossa política.

Aceitar Rejeitar

Cuidando de idosos homossexuais e LGBTs

por Gigi em 15 de abril de 2021


Os homossexuais que são idosos hoje cresceram em um ambiente de discriminação. A maioria foi apontada como pecaminosa e considerada indigna de proteção constitucional. Eles eram vistos como pervertidos pela sociedade e perseguidos pela igreja. Até os profissionais da saúde consideravam sua preferência sexual um transtorno mental e alguns deles foram forçados a ter um casamento heterossexual para não ficarem as margens da sociedade preconceituosa da época. 



Muitas  destas pessoas sofreram com a violência (física e psicológica) por viver grande parte de sua vida adulta em uma época em que o homossexualismo era visto com forte discriminação. 



Ao chegarem à terceira idade, muitas das vezes sozinhos e sem filhos, acabam por ficarem mais suscetíveis à vulnerabilidade. Ao institucionalizar se esse idoso ele precisará de uma maior assistência, além do acompanhamento multiprofissional, a psicoterapia será de suma importância para que ele se sinta acolhido, protegido e respeitado. Deve ser planejado esse acolhimento, respeitando não só as preferências sexuais como também a identidade de gênero.  



Leia Também: Homosexualidade na velhice



Quando se trata de um homossexual, ao envelhecimento biológico acrescenta-se uma complexa teia de problemas discriminatórios, diz Carlos Henning, professor de Antropologia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

“A maioria foi expulsa de casa e perdeu essa rede de suporte que é a família. Além disso, enfrenta maiores dificuldades no serviço público de saúde.”


Para Henning, o fato de muitas casas de repouso serem administradas por instituições religiosas representa uma barreira a mais para LGBTs que precisam do serviço.

“É comum transsexuais terem de desfazer o processo de transição, cortar o cabelo, tirar as próteses e mudar de roupa para serem aceitas ali.”


Nesse âmbito é necessário que as ILPIs se preparem e treinem o seu pessoal, para que possam acolher esses idosos de forma segura e respeitosa, assegurando a individualidade de cada um. 



Uma ILPI deve ser a residência da pessoa idosa, e como residência, um lar, lar deve ser onde nos sentimos bem, onde podemos ficar a vontade para sermos nós mesmos e fazer o que nos da satisfação pessoal sem julgamentos e discriminação. 



A equipe multidisciplinar deve sempre discutir políticas e protocolos de acolhimento das pessoas LGBTs. No caso das travestis e transexuais, a vontade e a identidade de gênero deve ser preservada e respeitada, assim como o nome social desses idosos deve ser usado e para que ele possa se sentir confortável  e não constrangido. 



É também função da equipe ensinar aos demais residentes a importância do respeito ( não temos idade para aprender), mostrar através de mídias e dinâmicas que viver com a diversidade faz parte do mundo moderno.   



Sendo assim, temos dois pontos que devem ser discutidos: como eu devo preparar a minha equipe para cuidar do idoso LGBT? E como deixar a minha ILPI confortável e diversa para dar toda assistência necessária para essa parcela da população já tão marginalizada pela sociedade?



Instituições de longa permanência para idosos deve ser um lugar de conforto, não importando gênero, sexualidade ou etnia. 



Vamos nos preparar para receber  a pessoa idosa LGBT? 



Empatia, respeito e cuidado salvam vidas.






Imagem por: Freepik edições por Scaelife



Referências:



https://idosos.com.br/



https://infograficos.estadao.com.br/



http:/ministeriosasaude.gov.br




Sobre o Autor

Eduardo Maia

Enfermeiro Coren/SP: 513.918

Bacharel em enfermagem pela Faculdade Anhanguera de Sorocaba, Pós em Urgência e emergência/ UTI adulto e docência do ensino superior. Vivência na assistência em urgência e emergência por 10 anos. Há 3 anos é Responsável Técnico de enfermagem e Gestor no Residencial Sênior Maria Luíza em Ibiúna-SP e Docente no curso de tecnico de enfermagem há 5 anos.

Tags:



Leia mais: