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GESTÃO DO TEMPO NO ATENDIMENTO AOS IDOSOS

por Gigi em 13 de fevereiro de 2020


Quando pensamos na assistência ao idoso, sabemos que há muito a ser feito e muitos longevos a serem atendidos. Tanto no ambiente domiciliar, quanto no espaço institucional, em clínicas ambulatoriais e hospitais, é comum o profissional enfrentar dificuldades na hora de gerir o seu tempo a fim de prestar todos os cuidados necessários. A incapacidade de organizar a assistência pode gerar um cuidado de má qualidade, por isso é tão importante buscarmos nos aprimorar nesse quesito.



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Sempre que falamos em prestar assistência ao idoso devemos nos basear em uma boa avaliação, que nesse caso, nos ajudará muito na hora de estabelecer uma rotina de cuidados. Através da avaliação determinamos quais são as principais necessidades e demandas do nosso idoso e assim estabelecemos as condutas a serem tomadas. Por vezes, a dificuldade de gerir o tempo ao cuidar do idoso, se dá porque o profissional quer realizar todas as condutas e cuidados que sabem. Baseando-se na avaliação, evitamos a realização de terapias desnecessárias que consomem o tempo. 



Outro detalhe importante é a tendência do idoso a seguir e se adaptar melhor a atividades que sigam uma rotina e horários. Estabelecer uma rotina de cuidados baseados em horários não só otimiza o rendimento do cliente frente à assistência, mas ajuda o profissional a se organizar de forma a realizar todas as condutas propostas.



Ao elaborar essa rotina, é importante se atentar a alguns detalhes, como por exemplo:



-Preferência dos idosos/ acompanhantes/ familiares – a assistência nunca pode anular a autonomia do cliente (ex.: prefere tomar banho pela manhã ou tarde? Prefere ir para a cama que horas?);



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-Horários e rotinas que ele já apresentava
antes da necessidade de assistência (para não interferir de forma negativa na
autonomia do idoso);



-Intervalo máximo entre refeições
(evitar intervalos muito longos);



-Indicação da equipe médica sobre os
horários de medicações (ex.: algumas medicação não devem ser ministradas junto
com as refeições, etc.);



-Disponibilidade e horário de outros
profissionais que prestam assistência a esse idoso;



-Quase toda conduta/ atividade
realizada deve ser evoluída ou descrita em relatório. Deve-se considerar um
tempo para isso na rotina;



-O idoso pode levar mais tempo que
você para realizar determinada atividade – baseie-se na realidade dele na ao
montar a rotina;



-Tempo de descanso do profissional;



-Os horários não devem ser muito
“justos”, pois em alguns dias determinados cuidados podem levar mais tempo que
outros e frequentemente o idoso tem consultas médicas e exames que devem ser
encaixados nessa rotina.



-Não devemos esquecer as atividades de lazer, cultura, religião/espiritualidade e sociabilização.



Em casos de emergência ou intercorrência, o tempo para realizar todas as condutas propostas para o dia, pode se tornar escasso. Saber quais são as prioridades e quais podem ser descartadas/ atrasadas nesses casos, evita que o profissional se estresse ao tentar realizar tudo em menos tempo hábil.



Algumas ferramentas podem ser utilizadas para nortear a assistência e direcionar a organização do tempo, como por exemplo as check-lists, calendários, tabelas, escalas, etc..



Outra coisa que devemos considerar é a conciliação do tempo gasto com a rotina profissional e com a rotina pessoal. Sabemos que o profissional por vezes trabalha em diversos locais, com vários clientes e muitas horas por dia, e, dessa forma, fica sem tempo para sua rotina pessoal. Porém é essencial que tenhamos uma boa saúde física e mental para que possamos prestar uma assistência de qualidade, e ferramentas como rotina, check-list estabelecimento de objetivos pessoais ajuda o profissional nesse aspecto.



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Referências: Experiência da própria autora em mais de 16 anos na atenção e cuidado ao público idoso.



Imagem por Michaela de Pexels




Sobre o Autor

Naira Salles de Moraes

Fisioterapeuta e Especialista em Gerontologia

Fisioterapeuta pela Universidade de Mogi das Cruzes , cursou especialização em fisioterapia em gerontologia pelo HCFUSP. Docente pela FMU-Laureate. Membro do corpo docente da Physiocursos -FABIC. Fisioterapeuta domiciliar e na ILPI Solar das Mercedes. Experiência de mais de 16 anos com atenção ao público idoso.

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